terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Matéria Site ondasdosul.com.br



Por Verch

All’brother’s Informação Radical



Quem leu a matéria desde mês Surfe é Alma, vai se identificar com este relato abaixo, não poderia deixar passar em branco a atitude e a dedicação destes jovens surfistas de Albatroz, apaixonados pelo verdadeiro surfe de alma, Kim Miranda e Ipojucã Chaves, nos mostram que os anos passaram em suas vidas, mas as origens eles costumam buscar lá no fundo do Baú, tendo como saudoso mestre e Ídolo Jairo Lumertz, entre outros surfistas gringos da década de 80, Kim e Ipojucã deixam muitas pessoas surpresas, pois são jovens e deviam estar se inspirando em caras como Mick Fanning, Andy Irons, Kelly Slater, fazendo manobras insanas como a maioria da juventude segue e faz a mesma linha, caso raro esse que me chama a atenção e que me une a eles no resgate do verdadeiro Surfe de Alma. Sinta isso nas linhas abaixo e viagem nessa experiência de vida e estilo Soul.

Soul Surfe Trip

Kim Miranda e Ipojucã Chaves

Desde que voltamos do Peru estávamos planejando uma trip de 12 dias, mas tinha que ser uma verdadeira soul surfe trip, ou seja, viver o espírito da busca pelas melhores ondas.

A princípio o nosso destino era o vizinho Uruguai, famoso por suas ondas tubulares, já estivemos lá, porém não pegamos nenhum swell bom de sul que é indispensável para quebrarem as conhecidas direitas uruguaias. Levamos em conta que o vento nordeste predomina nessa época do ano o que não nos ajudaria em nada por aquelas bandas, então decidimos rumar para a clássica e crowdeada Garopaba, com a incrível ajuda de um casal, Duda e Thaís, que nos convidaram para ficar na casa deles, estávamos com a trip toda armada.

Nossa estratégia, até agora imbatível, era surfar os picos mais crowd muito cedo, entrando na água praticamente de noite. Acordávamos de madrugada, ao som do velho surf music e da música latino louca do Manu Chao acelerávamos o indubitável Unera pelas estradas de chão das praias tão conhecidas pelos gaúchos e de ondas com qualidade indiscutível. Surfamos sozinhos vários clássicos no Rosa Norte, Sul, Ferrugem e Silveira, quando a galera começava a chegar nós estávamos saindo da água de cabeça feita e já pensando no próximo banho que sempre era em alguma praia mais “secret”, aquelas que ainda “no hay crowd” como dizem os peruanos. Finalizávamos o dia com um surfe no fim de tarde e quando chegava lá pelas oito horas da noite não conseguíamos fazer mais nada a não ser dormir e sonhar com as ondas do dia seguinte. Estávamos curtindo uma vibe parecida com a do inspirador filme Shelter, dividindo as ondas, contando histórias de trips anteriores e planejando o melhor roteiro a cada dia. Queríamos sempre estar no lugar certo e na hora certa para podermos surfar as melhores ondas do dia, mantendo o espírito soul surfe e nunca deixando de tomar o mate amargo após o pôr-do-sol.

Não temos dúvidas de que essa foi uma trip muito significativa, pegamos altas ondas em diferentes picos, nos divertimos muito com piadas e acontecimentos épicos. Ficamos com algumas ondas guardadas na memória para sempre, ondas surfadas em praias não tão conhecidas que ainda hoje não existe o crowd feroz daquelas mais consagradas. Entendemos que o importante para o sucesso de uma viagem de Surfe não é apenas o destino escolhido, mas sim o espírito e o sentimento que carregamos junto conosco. Não importa se vamos ao Peru, Costa Rica, Hawaii ou Santa Catarina, o que vale mesmo é sempre mantermos o espírito aventureiro, ou seja, a alma surfe.

Mais uma surfe trip termina com sucesso... Que venha a próxima...

Espero ter passado a todos os leitores neste relato de dois jovens surfistas o verdadeiro espírito de uma surf trip, a amizade e a camaradagem fazem de uma trip algo fascinante e marcante para a vida de todos, que tem como propósito de unir o amor pelo mar e pelo surf um ou mais amigos, fazendo com que desbravem novos horizontes e tragam uma percepção diferenciada do que é o Surfe Soul.

O verão está ai, programe-se e faça valer cada momento em contato com o mar e a natureza, desbrave novos horizontes e busque conceitos diversificados para o seu surfe... Viva o Surfe de Alma...

Nunca se esqueça de preservar o seu habitat e respeite os locais!

Aloha

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Peru 2008 parte II CHICAMA DREAM




O Relógio marcava 4 horas da madrugada, de uma quinta feira do mês de setembro de 2008, quando eu e seis surfistas partimos de Punta Hermosa rumo a Chicama, a onda mais longa do mundo, um templo místico do surf. Estávamos a bordo de uma Van Mitsubish automática, com ela atacaríamos a carretera Pan Americana.

Fui ao Peru para conhecer as ondas e a cultura do país, porém meu objetivo principal, minha missão, minha fantasia, era respirar o ar salgado e desértico da praia que há tempos tinha despertado a minha curiosidade.

A estrada se apresentava em perfeitas condições, o deserto nos acompanhava incansavelmente e o Bob Marley cantava emocionado Small Axe... Na minha cabeça martelava a frase “será que eu vou surfar em Chicama?”, estava decidido que mesmo que estivesse totalmente flat, uma lagoa, eu entraria na água, nem que fosse para meditar.

No caminho paramos em uma praia perdida no meio do deserto peruano, Bermejo era o nome dela, uma esquerda fenomenal em um lugar sem nenhum sinal de civilização por perto. Não surfamos, faltava muito ainda para chegar no destino e por isso resolvemos seguir em frente sem perder mais tempo.

Agora o relógio marcava 16 horas e o sol completava a paisagem que era um pouco mais verde, no rádio do carro Eddie Vedder e o Peal Jam embalavam meus pensamentos com músicas como i am mine e last Kiss, eu demorava para assimilar que estava chegando em Chicama. Pouco tempo depois, após atravessar um vilarejo fantasmagórico, estávamos em frente à lendária esquerda, o sol era forte, as ondas estavam muito pequenas, mas dava para sentir a vibração, o astral do lugar. Ficamos um tempo observando e resolvemos partir para Pacasmayo e nos hospedar, eu queria ficar hospedado em chicama mesmo, porém perderia a oportunidade de conhecer os lugares mais ao norte e os caras me prometeram que voltaríamos ali, mesmo que o mar estivesse pequeno.

Nos três dias seguintes conhecemos as praias de Pacasmayo, El faro e Poemape, ficamos hospedados na pousada Los faroles, encontramos alguns brasileiros por lá e gostamos muito do sol e do calor do norte peruano.

Era domingo de manhã quando chegamos em Chicama pela segunda vez, sem perder tempo eu coloquei meu long John e desci o barranco que me separava das ondas, das longas e perfeitas ondas da praia de Puerto Malabrigo, conhecida mundialmente como Chicama “la ola más larga del mundo”. Entrei no mar sozinho e rapidamente dropei uma onda e surfei por vários metros, voltei rindo e gritando, sem sentar na prancha já peguei outra e surfei até a areia, saí e entrei novamente no mar e peguei a terceira onda, a onda que considero a melhor da minha vida, a onda que me fez acreditar que valeu a pena ir até lá, a onda que pagou a minha passagem ao Peru, a onda que fez eu me sentir um surfista de alma, a onda que jamais esquecerei, a onda mais longa e perfeita que eu já presenciei.



Naquele momento esqueci tudo, nada se passava pela minha cabeça a não ser a frase “eu estou surfando Chicama”, não pensava em nada, parecia que o tempo tinha parado para mim, parecia que tudo conspirava a meu favor. Surfei mais doze ondas e tive que sair, dar uma última olhada e partir de volta para Lima.
O Peru é incomparável e suas ondas são inegavelmente boas. Não sei quanto aos meus amigos, mas eu voltei feliz, a minha missão foi cumprida, meu objetivo foi conquistado, minha meta foi alcançada, sou um surfista melhor, sou um homem mais experiente.


Chicama agora é um amor antigo, um amor que não tem MSN e nem orkut, um amor guardado na lembrança e que talvez um dia posso encontrar novamente.

domingo, 28 de setembro de 2008

Surf Expedition Peru 2008 parte I


Quando eu comecei a surfar, em 1999, ganhei uma revista Fluir que tinha como matéria principal uma onda chamada Chicama. Essa onda localizava-se nos confins do Peru, em um pequeno vilarejo esquecido pelo mundo em algum lugar do deserto, na parte norte do país.

No dia dois de setembro de 2008 rumei para Lima no Peru, acompanhado por dois amigos, Douglas Oreba de Albatroz e Pano Benga de Gravataí, a viagem estava planejada desde o verão desse mesmo ano. Eu já havia combinado com um peruano, dono de um surf camp em Punta Hermosa, para nos buscar no aeroporto e nos guiar pelas olas peruanas, era o Legendário Tio Richi, amigo de muitos surfistas gaúchos.

Logo no aeroporto de Porto Alegre já passamos pela primeira dificuldade, as taxas para embarcar as pranchas até São Paulo, ainda bem que eu tenho pai e mãe de respeito. Ao embarcar em Guarulhos rumo ao Peru encontramos no avião quatro surfistas de Mariluz, Airton Vovô, Daniel Titanic, Fábio da Silveira e Leonardo Cabrón, todos indo para o mesmo lugar que nós.

Eu tinha um conhecimento rudimentar do espanhol e meus dois amigos, com todo o respeito, mal falavam o português( hehehehe). Na chegada em Lima a aeromoça perguntou para um deles:
-Se baja em Lima??
E ele:
-Sim, com gelo!

Quase que eles ficam sem o papel de entrada no país, mas deu tudo certo, chegamos bem, com as pranchas inteiras e ansiosos para ver as ondas.

Já hospedados no surf camp do Tio Richi partimos para conhecer as olas peruanas, abordo da indubitável Land Cruiser 1982, ou seja, a camionete utilizada pelo Richi para levar os surfistas até as praias. Logo de cara surfamos Punta Rocas e pelo que sabia era a onda mais forte do peru, mas o mar estava pequeno, uns 6 pés na série. Nesse mar o Pano Benga perdeu a prancha no outside e teve que nadar, pedir socorro, gritar, bater perna e pegar prancha emprestada para conseguir sair do mar, saiu com sucesso, porém a prancha foi para cima das pedras e ficou um pouco avariada. Nesse mesmo dia eu cai nas pedras da praia de Señoritas e cortei o pé em três lugares, no fim do dia só falávamos uns para os outros “BIEN VENIDO A PERÚ ANIMAL”

Surfamos e conhecemos várias praias da região de Punta Hermosa, Señoritas, Caballeros, La Isla, Kontiki, El Paso, El silencio, Punta Rocas, Peñascal e as minhas preferidas San Bartolo, Cerro Azul e Puerto Viejo. À medida que os dias passavam o meu espanhol melhorava.

Andamos de ônibus, de táxi e de moto táxi, apelidamos esse moto-táxi de Peruloco, conhecemos um pouco a capital Lima e suas lojas, aproveitamos para comprar algumas coisas, já que os preços são bons e o soles é mais barato que o real. Após alguns dias no país chegamos a seguinte conclusão, o Peru tem ondas boas do mesmo jeito que o Brasil tem mulheres bonitas e o Brasil tem ondas ruins do mesmo jeito que o Peru tem mulheres...

O trânsito é de deixar paulista apavorado, ninguém pára nas esquinas, a maioria dos carros são antigos e mal cuidados, os peruanos dirigem de um jeito que beira a insanidade e parece não existir lei, agora penso que o trânsito em Porto Alegre não é tão ruim assim.

Tive que me acostumar com a entrada e saída do mar, quase sempre pelas pedras, habitadas por ouriços espertos que não perdiam a chance de furar os nossos pés. As ondas eram incríveis, fortes, longas, muito longas, ondas mais cheias que proporcionavam vários tipos de manobras, na verdade não vimos ondas muito grandes, não entrou nenhum swell forte e confesso que eu estava feliz, queria mesmo era surfar as merrecas perfeitas, ganhei até o apelido de KIM “merreca” MIRANDA do Tio Richi.

Estava gostando de dividir a trip com os quatro caras de Mariluz, todos pelo menos 15 anos mais velho que eu, sempre é bom aprender com os mais experientes e sem contar que em um grupo de sete surfistas o que não falta são risadas e piadas boas. O Vovô parecia estar no paraíso perdido, emocionado e incrivelmente apaixonado pelo Porro peruano, as ondas pareciam ser só um bônus, as partidas de ping pong eram memoráveis, jogar ping pong na beira do deserto após tomar quimioterápia, o suco da pousada, é uma experiência muito boa.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Uruguay


Já tinha ouvido falar das ondas e das belezas do nosso vizinho Uruguai. Verifiquei o mapa e constatei que a distância entre a praia de Albatroz, onde me encontrava, e a cidade de La Paloma era razoavelmente pequena, se o trajeto fosse feito pela temida estrada do inferno a distância seria menor ainda do que feito pela tradicional BR 116.
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Decidi que estava na hora de conhecer las olas uruguaias e comecei a planejar a trip, primeiramente os gastos, depois as informações necessárias, os documentos e por último, a pior parte, achar amigos que estivessem dispostos a encarar a surf trip. Comecei convidando aqueles que eu achava que teriam mais chances de embarcar na aventura, na primeira tentativa geralmente todos aceitam, mas quando vai se aproximando o dia da partida a maioria vai desistindo, essa é uma coisa quase certa quando o assunto é surf trip.
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Resumindo, convidei todos os meus amigos e todos eles deram para trás, então não querendo desistir tão fácil, convidei o meu mais fiel companheiro de viagem, o lendário Pretinho Penê, como eu estava com pouco dinheiro e sabia que ele estava totalmente descapitalizado resolvi deixar para convida-lo só em último caso.
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Motivados mais pela raiva dos amigos que não quiseram ir do que pela coragem, partimos rumo ao Uruguai, a bordo do indubitável Unera, o pretinho tinha trinta reais no bolso e eu um pouco mais que isso, o tanque de gasolina estava cheio, tinhamos comida suficiente para cinco dias e estávamos equipados com um velho fogão de camping.
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O Pretinho não demonstrava medo algum e seu incomparável estilo "deixa a vida me levar" até que me acalmava um pouco, já que eu estava com um pouco de medo dos perigos que estavam por vir. Encaramos rindo e felizes a tão mal falada estrada do inferno, sempre acreditamos no potencial do fiat uno, porém, a cada buraco que passávamos a nossa gratidão para com ele aumentava. Saímos de Albatroz às seis da manhã e chegamos em La paloma às dez e meia da noite, sem esquecer que chegamos de noite em um país totalmente desconhecido para nós.
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Ficamos dois dias na cidade de la Paloma, hospedados em uma cabana, que graças ao meu portunhol conseguimos pagar apenas 15 reais por dois dias de estadia. Conhecemos todas as praias daquela região e surfamos boas ondas na praia de La Aguada.
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Depois passamos mais três dias surfando na região do forte de Santa Tereza, vale a pena contar que durante esses três dias dormimos dentro do carro, já que o dinheiro estava quase no fim e tinhamos que voltar para casa.
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No sexto dia a comida acabou e nós já satisfeitos por conseguirmos conhecer quase todo o litoral Uruguaio, decidimos fazer a travessia de volta para a casa, mas não sem antes, com os últimos trocados, comprar uma garrafa de tequila nos free shops do Chuy.
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Essa foi a minha primeira trip para fora do país e sem dúvida aprendi muito com ela. As coisas nunca acontecem exatamente do jeito planejado, mas com coragem, vontade e um pouco de sorte podemos ir muito longe.
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Valeu Pretinho, Alma Surf sempre!!!
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Viva!!

domingo, 10 de agosto de 2008

Bad Trip



Acredito fielmente que ser surfista vai muito além das habilidades em cima da prancha. Ser surfista para mim significa gostar, curtir, amar ou adorar a sensação de estar sobre uma prancha andando em uma onda.

Pois meu brother Duda Arnhold, surfista de alma de Albatroz, mostrou que a adoração pelo surf beira a insanidade ao surfar quatro dias com a vertebra l1 fraturada, após um tombo em uma escada.

Estávamos curtindo uma surf trip pelo norte de Santa catarina e foi impressionante assistir um brother surfando mesmo sentindo dor e pontadas, que o deixavam quase imóvel por alguns instantes. Entre berros e caretas ele surfava boas ondas, realmente aproveitou a trip, a vontade e o instinto de surfista venceram a dor, venceram a fratura, ou seja, venceram a maldita escada!!

Apesar de tudo consegui enxergar uma coisa boa naquela situação, ou seja, fiquei feliz em ver que o espírito do surf falou mais alto, pois existem muitos surfistas, porém, poucos surfistas de alma.


Duda Arnhold essa atitude foi Trunk!!

Alma Surf Sempre!!

Viva!!

domingo, 3 de agosto de 2008

Surf Trip




Surfistas são viajantes por natureza, não se contentam em surfar sempre as mesmas ondas, possuem ou deveriam possuir um espírito aventureiro, espírito esse que os levará para lugares desconhecidos.
Surf trips são aventuras idealizadas por surfistas que buscam encontrar ondas diferentes e inevitavelmente passar por situações e momentos que serão lembrados para sempre, vivências boas e ruins.
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Viagens tornam as pessoas mais experientes e ricas em cultura, lembrando que experiência não é o maior número de anos de vida, mas sim o maior número de situações vividas.

Li uma vez em um livro argentino chamado el hombre mediocre, que ganhei do meu pai, a seguinte frase:
"não vive mais aquele que conta o maior número de anos e sim aquele que vive, aprende e conhece o maior número de situações e momentos da vida"
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Viajar é viver, é cultura, é sem dúvida, um prazer!
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Viva!!

Kim Miranda e as pranchas Sparrow


Comecei a surfar aos onze anos de idade, junto com meu amigo Ipojucã Chavez na praia de Albatroz. Sempre me mostrei curioso em relação a teoria e fabricação das pranchas de surf, até que com quinze anos de idade resolvi, com o apoio do meu pai, tentar shapear a minha primeira prancha.

Após dois meses de estudos e pesquisas fiz uma 5´2, rabeta round swallow, verde escuro e olhando de longe parecia uma piranha louca.

Hoje tenho vinte anos e estou prestes a terminar minha prancha de número oitenta, já shapei para quase todos os meus amigos e para surfistas experientes, meu brother Ipojucã Chavez já ganhou alguns campeonatos usando uma de minhas pranchas e eu já surfei com elas em todo o litoral gaúcho, catarinense, no Uruguai e pretendo, ainda esse ano, usá-las no Peru e no Chile.

Viva!!