Quando eu comecei a surfar, em 1999, ganhei uma revista Fluir que tinha como matéria principal uma onda chamada Chicama. Essa onda localizava-se nos confins do Peru, em um pequeno vilarejo esquecido pelo mundo em algum lugar do deserto, na parte norte do país.
No dia dois de setembro de 2008 rumei para Lima no Peru, acompanhado por dois amigos, Douglas Oreba de Albatroz e Pano Benga de Gravataí, a viagem estava planejada desde o verão desse mesmo ano. Eu já havia combinado com um peruano, dono de um surf camp em Punta Hermosa, para nos buscar no aeroporto e nos guiar pelas olas peruanas, era o Legendário Tio Richi, amigo de muitos surfistas gaúchos.
Logo no aeroporto de Porto Alegre já passamos pela primeira dificuldade, as taxas para embarcar as pranchas até São Paulo, ainda bem que eu tenho pai e mãe de respeito. Ao embarcar em Guarulhos rumo ao Peru encontramos no avião quatro surfistas de Mariluz, Airton Vovô, Daniel Titanic, Fábio da Silveira e Leonardo Cabrón, todos indo para o mesmo lugar que nós.
Eu tinha um conhecimento rudimentar do espanhol e meus dois amigos, com todo o respeito, mal falavam o português( hehehehe). Na chegada em Lima a aeromoça perguntou para um deles:
-Se baja em Lima??
E ele:
-Sim, com gelo!
Quase que eles ficam sem o papel de entrada no país, mas deu tudo certo, chegamos bem, com as pranchas inteiras e ansiosos para ver as ondas.
Já hospedados no surf camp do Tio Richi partimos para conhecer as olas peruanas, abordo da indubitável Land Cruiser 1982, ou seja, a camionete utilizada pelo Richi para levar os surfistas até as praias. Logo de cara surfamos Punta Rocas e pelo que sabia era a onda mais forte do peru, mas o mar estava pequeno, uns 6 pés na série. Nesse mar o Pano Benga perdeu a prancha no outside e teve que nadar, pedir socorro, gritar, bater perna e pegar prancha emprestada para conseguir sair do mar, saiu com sucesso, porém a prancha foi para cima das pedras e ficou um pouco avariada. Nesse mesmo dia eu cai nas pedras da praia de Señoritas e cortei o pé em três lugares, no fim do dia só falávamos uns para os outros “BIEN VENIDO A PERÚ ANIMAL”

Surfamos e conhecemos várias praias da região de Punta Hermosa, Señoritas, Caballeros, La Isla, Kontiki, El Paso, El silencio, Punta Rocas, Peñascal e as minhas preferidas San Bartolo, Cerro Azul e Puerto Viejo. À medida que os dias passavam o meu espanhol melhorava.
Andamos de ônibus, de táxi e de moto táxi, apelidamos esse moto-táxi de Peruloco, conhecemos um pouco a capital Lima e suas lojas, aproveitamos para comprar algumas coisas, já que os preços são bons e o soles é mais barato que o real. Após alguns dias no país chegamos a seguinte conclusão, o Peru tem ondas boas do mesmo jeito que o Brasil tem mulheres bonitas e o Brasil tem ondas ruins do mesmo jeito que o Peru tem mulheres...
O trânsito é de deixar paulista apavorado, ninguém pára nas esquinas, a maioria dos carros são antigos e mal cuidados, os peruanos dirigem de um jeito que beira a insanidade e parece não existir lei, agora penso que o trânsito em Porto Alegre não é tão ruim assim.
Tive que me acostumar com a entrada e saída do mar, quase sempre pelas pedras, habitadas por ouriços espertos que não perdiam a chance de furar os nossos pés. As ondas eram incríveis, fortes, longas, muito longas, ondas mais cheias que proporcionavam vários tipos de manobras, na verdade não vimos ondas muito grandes, não entrou nenhum swell forte e confesso que eu estava feliz, queria mesmo era surfar as merrecas perfeitas, ganhei até o apelido de KIM “merreca” MIRANDA do Tio Richi.

Estava gostando de dividir a trip com os quatro caras de Mariluz, todos pelo menos 15 anos mais velho que eu, sempre é bom aprender com os mais experientes e sem contar que em um grupo de sete surfistas o que não falta são risadas e piadas boas. O Vovô parecia estar no paraíso perdido, emocionado e incrivelmente apaixonado pelo Porro peruano, as ondas pareciam ser só um bônus, as partidas de ping pong eram memoráveis, jogar ping pong na beira do deserto após tomar quimioterápia, o suco da pousada, é uma experiência muito boa.
No dia dois de setembro de 2008 rumei para Lima no Peru, acompanhado por dois amigos, Douglas Oreba de Albatroz e Pano Benga de Gravataí, a viagem estava planejada desde o verão desse mesmo ano. Eu já havia combinado com um peruano, dono de um surf camp em Punta Hermosa, para nos buscar no aeroporto e nos guiar pelas olas peruanas, era o Legendário Tio Richi, amigo de muitos surfistas gaúchos.
Logo no aeroporto de Porto Alegre já passamos pela primeira dificuldade, as taxas para embarcar as pranchas até São Paulo, ainda bem que eu tenho pai e mãe de respeito. Ao embarcar em Guarulhos rumo ao Peru encontramos no avião quatro surfistas de Mariluz, Airton Vovô, Daniel Titanic, Fábio da Silveira e Leonardo Cabrón, todos indo para o mesmo lugar que nós.
Eu tinha um conhecimento rudimentar do espanhol e meus dois amigos, com todo o respeito, mal falavam o português( hehehehe). Na chegada em Lima a aeromoça perguntou para um deles:
-Se baja em Lima??
E ele:
-Sim, com gelo!
Quase que eles ficam sem o papel de entrada no país, mas deu tudo certo, chegamos bem, com as pranchas inteiras e ansiosos para ver as ondas.
Já hospedados no surf camp do Tio Richi partimos para conhecer as olas peruanas, abordo da indubitável Land Cruiser 1982, ou seja, a camionete utilizada pelo Richi para levar os surfistas até as praias. Logo de cara surfamos Punta Rocas e pelo que sabia era a onda mais forte do peru, mas o mar estava pequeno, uns 6 pés na série. Nesse mar o Pano Benga perdeu a prancha no outside e teve que nadar, pedir socorro, gritar, bater perna e pegar prancha emprestada para conseguir sair do mar, saiu com sucesso, porém a prancha foi para cima das pedras e ficou um pouco avariada. Nesse mesmo dia eu cai nas pedras da praia de Señoritas e cortei o pé em três lugares, no fim do dia só falávamos uns para os outros “BIEN VENIDO A PERÚ ANIMAL”
Surfamos e conhecemos várias praias da região de Punta Hermosa, Señoritas, Caballeros, La Isla, Kontiki, El Paso, El silencio, Punta Rocas, Peñascal e as minhas preferidas San Bartolo, Cerro Azul e Puerto Viejo. À medida que os dias passavam o meu espanhol melhorava.
Andamos de ônibus, de táxi e de moto táxi, apelidamos esse moto-táxi de Peruloco, conhecemos um pouco a capital Lima e suas lojas, aproveitamos para comprar algumas coisas, já que os preços são bons e o soles é mais barato que o real. Após alguns dias no país chegamos a seguinte conclusão, o Peru tem ondas boas do mesmo jeito que o Brasil tem mulheres bonitas e o Brasil tem ondas ruins do mesmo jeito que o Peru tem mulheres...
O trânsito é de deixar paulista apavorado, ninguém pára nas esquinas, a maioria dos carros são antigos e mal cuidados, os peruanos dirigem de um jeito que beira a insanidade e parece não existir lei, agora penso que o trânsito em Porto Alegre não é tão ruim assim.
Tive que me acostumar com a entrada e saída do mar, quase sempre pelas pedras, habitadas por ouriços espertos que não perdiam a chance de furar os nossos pés. As ondas eram incríveis, fortes, longas, muito longas, ondas mais cheias que proporcionavam vários tipos de manobras, na verdade não vimos ondas muito grandes, não entrou nenhum swell forte e confesso que eu estava feliz, queria mesmo era surfar as merrecas perfeitas, ganhei até o apelido de KIM “merreca” MIRANDA do Tio Richi.

Estava gostando de dividir a trip com os quatro caras de Mariluz, todos pelo menos 15 anos mais velho que eu, sempre é bom aprender com os mais experientes e sem contar que em um grupo de sete surfistas o que não falta são risadas e piadas boas. O Vovô parecia estar no paraíso perdido, emocionado e incrivelmente apaixonado pelo Porro peruano, as ondas pareciam ser só um bônus, as partidas de ping pong eram memoráveis, jogar ping pong na beira do deserto após tomar quimioterápia, o suco da pousada, é uma experiência muito boa.