Eu, Kim Miranda, estou sempre curioso em saber sobre ondas, praias, surf trips, países estranhos e aventuras. Sempre que encontro um surfista mais experiente faço perguntas, questiono, indago, ou seja, me interesso e procuro saber sobre histórias vividas em viagens de surf, e mares clássicos surfados em dias de condições perfeitas. Eu monto na minha memória um banco de dados sobre as praias que já ouvi falar, as que mais me chamam atenção ganham um lugar especial, transformo em uma espécie de surf conhecimento ou surf cultura tudo que leio, escuto ou vejo sobre surf trips, para que assim eu possa planejar com maestria e precisão as próximas viagens.
Já fui a quase todas as praias de Santa Catarina, na verdade só não conheço duas praias que quebram ondas, localizadas no extremo sul de Floripa. Surfei várias ondas boas, ruins, grandes (no meu conceito), pequenas, flat, mexidas e lisas por lá, escutei milhares de histórias, vi milhares de fotos, assisti milhares de vídeos sobre o surf nas praias catarinenses. Porém uma praia eu descobri sozinho, e não conheço e nem ouvi falar de alguém que tenha surfado lá antes de mim, alguém do RS.
Não vou revelar a localização, nem o nome, chamo carinhosamente o lugar de mini kirra deserta, pela semelhança, a meu ver, com a lendária praia australiana. A primeira vez que estive lá as ondas não estavam boas, porém a vibe da praia me dizia que ali era um lugar especial, não só pelo difícil acesso, mas também pelo visual extremamente lindo, limpo e diferenciado, naquele dia parecia que alguém me dizia: volte aqui em outro momento e verás o potencial de tão belo lugar!

Seis meses depois, verão de 2009, chamei meus grandes brothers e fieis companheiros de viagens e não menos emocionados surfistas de alma, Tiago Deskadeira, Ipojucã Chaves, Wellinton Penê e Saimon Brush,como se fosse uma convocação lhes informei: partimos amanhã para Santa Catarina, se diós quiser surfaremos um mar perfeito em uma praia especial.
Como uma profecia foi exatamente o que aconteceu, abandonamos o inquestionável Uno a quilômetros de distância da trilha que levava até a praia e partimos a pé em direção ao que podemos facilmente chamar de Disneylândia catarinense. De cima do morro avistamos linhas perfeitas quebrando para direita, acariciadas por um vento terral que deixava a paisagem estupidamente linda e digna de um quadro. Quando entramos na água, totalmente sozinhos, ninguém por perto, o mar fedia a bom, tinha fedor de onda perfeita, as direitas eram simplesmente longas, em pé, com sessões diferentes, um mar épico, de gala, mostrando as fotos da pra mentir que é outro país.

Surfamos até os braços não levantarem mais, tiramos poucas fotos para não perdermos tempo de surf, gritávamos de alegria entre uma onda e outra, ríamos quando a série apontava no horizonte, acho que perdi uns 5 quilos naquela sessão de surf, eu só saí da água quando não consegui mais voltar para o line up, meu corpo não respondia mais aos comandos do cérebro, precisava descansar. Queríamos continuar ali até de noite mas não tínhamos condições físicas para isso, surfamos até o limite do corpo humano, até a fadiga geral..

No dia seguinte o mar amanheceu ruim.....
Quando vejo as fotos sinto o cheiro daquela onda perfeita!
Já fui a quase todas as praias de Santa Catarina, na verdade só não conheço duas praias que quebram ondas, localizadas no extremo sul de Floripa. Surfei várias ondas boas, ruins, grandes (no meu conceito), pequenas, flat, mexidas e lisas por lá, escutei milhares de histórias, vi milhares de fotos, assisti milhares de vídeos sobre o surf nas praias catarinenses. Porém uma praia eu descobri sozinho, e não conheço e nem ouvi falar de alguém que tenha surfado lá antes de mim, alguém do RS.
Não vou revelar a localização, nem o nome, chamo carinhosamente o lugar de mini kirra deserta, pela semelhança, a meu ver, com a lendária praia australiana. A primeira vez que estive lá as ondas não estavam boas, porém a vibe da praia me dizia que ali era um lugar especial, não só pelo difícil acesso, mas também pelo visual extremamente lindo, limpo e diferenciado, naquele dia parecia que alguém me dizia: volte aqui em outro momento e verás o potencial de tão belo lugar!
Seis meses depois, verão de 2009, chamei meus grandes brothers e fieis companheiros de viagens e não menos emocionados surfistas de alma, Tiago Deskadeira, Ipojucã Chaves, Wellinton Penê e Saimon Brush,como se fosse uma convocação lhes informei: partimos amanhã para Santa Catarina, se diós quiser surfaremos um mar perfeito em uma praia especial.
Como uma profecia foi exatamente o que aconteceu, abandonamos o inquestionável Uno a quilômetros de distância da trilha que levava até a praia e partimos a pé em direção ao que podemos facilmente chamar de Disneylândia catarinense. De cima do morro avistamos linhas perfeitas quebrando para direita, acariciadas por um vento terral que deixava a paisagem estupidamente linda e digna de um quadro. Quando entramos na água, totalmente sozinhos, ninguém por perto, o mar fedia a bom, tinha fedor de onda perfeita, as direitas eram simplesmente longas, em pé, com sessões diferentes, um mar épico, de gala, mostrando as fotos da pra mentir que é outro país.
Surfamos até os braços não levantarem mais, tiramos poucas fotos para não perdermos tempo de surf, gritávamos de alegria entre uma onda e outra, ríamos quando a série apontava no horizonte, acho que perdi uns 5 quilos naquela sessão de surf, eu só saí da água quando não consegui mais voltar para o line up, meu corpo não respondia mais aos comandos do cérebro, precisava descansar. Queríamos continuar ali até de noite mas não tínhamos condições físicas para isso, surfamos até o limite do corpo humano, até a fadiga geral..

No dia seguinte o mar amanheceu ruim.....
Quando vejo as fotos sinto o cheiro daquela onda perfeita!